sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Notas de um amor urbano


"Eu sei. Eu te entendo. Não te tiro a 'culpa', mas te entendo. A gente tinha tudo pra não dar certo, a começar pelo motivo maior: a sociedade não nos aceitaria e nós viveríamos tendo que esconder o que somos (ou éramos). Um casalzinho de duas mocinhas. Duas mocinhas gays, eventualmente duas professoras que ganhariam pouco e que viveriam quase passando fome. Mordomia zero.
E aí aparece o sr. Cara Legal, a sua chance de arrumar a sua vida. Sua família pararia de te perturbar por esse seu 'gosto'. Você sairia das margens da sociedade para voltar a ser uma pessoa normal. E olha que bonito, além disso você poderia formar uma linda família dos sonhos: mamãe, papai, um casal de filhos e um cachorro. E você vai morar numa casa linda. Ele parece ser um bom partido. Vocês serão uma linda família bruguesa.
Parece mesmo uma escolha melhor do que passar perrengue com alguém que só pode te oferecer... amor.
Amor não enche barriga.

Eu te entendo."


M.F.N.




- O que é isso?
- Qualquer coisa que já não tem mais importância.
- Entendo.
- Quer que eu leia pra você?
- Quero.


Eu nunca vou esquecer o olhar dela ao me ler esta carta.
Acho que foi naquele instante que eu voltei a acreditar em amor.

3 comentários:

aLinÃo disse...

>_<'

Prefiro viver de amor..

aLinÃo disse...

voltei, mano

Mariana N. disse...

Eu chorei de amargura agora.

:(

Amor existe sim. E na maioria das vezes dói.