sábado, 18 de setembro de 2010


Você já quebrou as regras? Já desceu do salto? Deixou de se importar com a opinião alheia?
Você já lambeu o asfalto? Já sentiu o gosto do seu próprio sangue? Já assumiu o seu sadismo? Já se acostumou com o seu masoquismo? Já aceitou a sua maldição?
Já andou descalço sem medo das cobras e dos vermes? Já viu alguém agonizando? Já olhou nos olhos de um bicho prestes a morrer? Você já teve medo da morte? Já olhou pra ela? Já sentiu vontade de abraçá-la?
Você já jogou tudo pro alto? Já teve coragem de dizer não? Já gritou na rua? Já quebrou todos os cômodos da casa? Todos os princípios? Você já enolouqueceu?
Você já tomou um porre de esquecer o nome? Já esteve com a cara enfiada na sarjeta? Sujo com seu próprio vômito? Você já amou alguém além de você mesmo? Já assumiu a sua perversão? Já assumiu a sua falta de escrúpulos?
Você já agiu por impulso? Já ignorou as probabilidades? Já deixou de agir como um maldito computador alguma vez na sua vida?
Você já assumiu um erro? Já assumiu suas escolhas? Já admitiu que você tem medo?
Você já tentou realizar um sonho idiota? Já admitiu que fez uma escolha estúpida? Você já se machucou?
Já comeu até vomitar? Bebeu até esquecer? Se entorpeceu até apagar? Você já chegou ao limite?
Você já fez alguma coisa por alguém? Já perdeu alguém que realmente importava?
Você já fugiu da aula, de casa, do país? Já abandonou o serviço? Já brigou na rua? Você já arrancou sangue de alguém? Por fora? Por dentro?
Você já colocou um pau nessa sua boquinha de princesa? Já sentiu ele pulsando na sua garganta de menina de família? Já recebeu um jato de porra nesse rostinho de porcelana? Você já gozou com os seus príncipes encantados?
Você já chupou uma buceta no mundo da AIDS? Já procurou uma puta de esquina e brincou com ela como se fosse a mocinha que mora na sua cabeça? Já assumiu pra si mesmo que você gosta do sujo? Que você adora brincar com o seu melhor amigo nos banheiros dos bares?
Já acordou com o rosto inchado? Mutilado?
Você já dormiu brigado com Deus?


Você nunca esteve nas sombras. Nunca andou pelos caminhos da morte. Você sempre esteve aí parado, peso morto, pedra no caminho do mundo. Não se engane, você não parou por amor à vida. Parou por medo dela.


Ouvindo: I miss you now - Stereophonics

3 comentários:

Bárbara Reis disse...

si, sim, sim, sim, sim.....



...sim,sim,sim, sim...



Te amo!

Mariana Bennemann disse...

Poxa, até que eu já fiz de um tudo nessa vida.

tatitorcato disse...

foi divino pra minha maldição, e sim, eu sempre estive aqui (: