sexta-feira, 19 de março de 2010


Uma noite promíscua, alcoolica, sinto quase todos os pecados capitais acariciando o meu seio eriçado. A excitação me envolve, à tempos eu não vivenciava algo tão íntimo, tão primitivo. Eu me entrego. Eu quero. Mais...

Pouco mais de vinte e quatro horas sem dormir, quem se importa? Está silencioso agora. Alguns fecham os olhos, fingem que conseguem ficar em paz, se entregam ao sono, iludidos. Outros assumem os fantasmas noturnos, estes me acompanham.

Qualquer coisa com bastante cafeína, qualquer coisa com bastante nicotina, qualquer coisa que faça o tempo passar, no final da contas parece que é isso que resolve tudo: o passar do tempo.

Ilusão amigável, ilusão patética, concordamos.

Ela acabou de desmistificar todo o meu altruísmo, ela se auto entitula "monstro", eu sorrio, nem somos tão diferentes. Paranoia, paranoia. Ela se questiona sobre os motivos. Eu reforço os atos, busco qualquer redenção no que foi feito. Ela continua: superioridade e egocentrismo acima de todos os motivos nobres. Analiso as suas verdades e as classifico como algo patologicamente comportamental.

Viciadas na própria loucura. Entorpecidas. Doentes.

Concordamos.

Não existe cura.



Ouvindo: Digital bath - Deftones


2 comentários:

Mariana N. disse...

As três primeiras linhas me deixaram constrangida.

cowy disse...

nem existe cura. mas dá pra aprender a lidar, espero.